Post

Por que escolhi o Pages CMS para gerenciar meu portfólio

Como saí de um fluxo puramente Git para uma interface visual de edição, sem perder o controle sobre o repositório.

O que eu considerei

OpçãoPor que não escolhi
Jekyll AdminÉ plugin oficial e integra perfeitamente com Jekyll, mas só roda localmente. Não funciona no GitHub Pages porque exige um servidor Ruby por trás.
Decap CMS (ex-Netlify CMS)Também é gratuito e baseado em Git, mas o ritmo de manutenção desacelerou. Preferi algo com desenvolvimento mais ativo.
TinaCMSPoderoso, mas é um produto comercial com cobrança por usuário. Não se encaixa no meu requisito de custo zero.
Spinal CMSTambém é comercial e focado em colaboração de equipe. Exagero para um projeto pessoal.
Escrever tudo manualmente no GitÉ o que eu fazia. Funciona, mas o atrito é alto para edições rápidas.

Por que o Pages CMS

O Pages CMS resolveu o problema com duas características que considero essenciais:

  1. É gratuito e open-source. Todos os recursos estão disponíveis sem camada paga, e a versão hospedada oficialmente também é gratuita.
  2. É um editor Git-based, não um CMS tradicional. Ele não guarda conteúdo em um banco de dados. Ele lê e escreve diretamente os arquivos Markdown do meu repositório, criando commits automaticamente. Isso significa que eu continuo dono do meu conteúdo — se eu quiser parar de usar o CMS amanhã, meus arquivos continuam lá, intactos.

A curva de aprendizado foi mínima: criar um arquivo .pages.yml na raiz do repositório, fazer login em app.pagescms.org com GitHub e autorizar o acesso. Em poucos minutos eu já estava editando posts.

Como configurei

O coração da integração é o arquivo .pages.yml, que fica na raiz do repositório. Ele descreve:

  • Posts (_posts/) com campos como título, data, categorias, tags e corpo em Markdown.
  • Wiki (_wiki/) para minhas anotações rápidas.
  • Projetos (_data/projetos.yml) como uma lista editável de itens.

Cada campo do front matter é mapeado explicitamente, então o CMS sabe exatamente o que editar e onde salvar.

O que eu ganhei

  • Edição pelo navegador, em qualquer dispositivo.
  • Commits automáticos com mensagens descritivas.
  • Zero mudança no fluxo de deploy — o GitHub Actions continua funcionando exatamente como antes.
  • Controle total: o conteúdo continua sendo arquivos versionados no meu repositório.

O que ainda não é perfeito

  • Pré-visualização limitada. O editor mostra o Markdown renderizado, mas não o layout final do tema Chirpy. Para isso, ainda rodo jekyll serve localmente.
  • Configurações do tema não são editáveis. Arquivos como _config.yml continuam exigindo edição manual via Git.
  • Dependência do serviço hospedado. Se o app.pagescms.org sair do ar, posso implantar minha própria instância no Cloudflare Pages, mas isso exige trabalho adicional.

Conclusão

O Pages CMS não substitui o Git — ele o complementa. Para quem quer a conveniência de um CMS visual sem abrir mão do controle sobre os arquivos, é uma escolha difícil de bater.

Se você também mantém um site Jekyll no GitHub Pages e sente o atrito de editar tudo pelo terminal e todo o esquema de precisar ajustar diretamente na pasta do arquivo. O Pages CMS proporciona uma vantagem de poder escrever em qualquer local, salvar e continuar modificando depois, vale a pena testar.


Referências

This post is licensed under CC BY 4.0 by the author.